sexta-feira, 17 de setembro de 2010

estranha volúpia.


te quero além do beijo.
e por apenas uma noite, realizar desejos que trago comigo.
te encher de vontades, e saciá-las de um modo que te enlouqueça.
durante a noite, comidas viram brinquedos eróticos.
partes do corpo, se tornam parques de diversão, os quais, criança nenhuma ousou se divertir.
você é meu brinquedo, minha mulher, meu desejo, meu tesão.
mas, ao amanhecer, você será apenas uma mulher da qual já esqueci, nem seu nome consigo lembrar.
definitivamente, uma desconhecida.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

logo eu...


que achava não ser capaz de amar novamente,
que estava indiferente de um mundo que antes, era meu.

que não se sentia confiante o suficiente para acreditar em alguém,
que nunca mais havia cogitado a possibilidade de encontrar por quem esperava para ser feliz...


logo eu, que descobri que sou capaz de amar,

que abri os olhos para um novo mundo,

que aprendi a ter confiança em mim, e em meu próximo.

logo eu, que te encontrei,
que sou feliz contigo,

que não conseguiria viver sem ti.


logo eu, que amo você.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

um adeus inesperado.


cansei de ter que ser a mediadora de tudo,
a que sempre se humilha por um perdão,

a que sempre é a culpada,

sempre ciumenta...
sempre! sempre eu.
simplesmente cansei.
tem algo melhor a me esperar,
e eu não me canso de procurar.
se você preferiu sua vida medíocre de amores falsos,
boa sorte!
pois eu tinha todo o amor do mundo disponível para você,
sinto muito se você o desprezou dessa forma tão banal
e quero deixar bem claro, de que não haverá mais retorno.
sou muito grata pelo bem que tu me fizeste,
mesmo que hoje eu tenha percebido que foi tudo uma mera ilusão.
até hoje fico recordando, o quanto lutei para te ter ao meu lado...
fico pasma com cada coisa que cheguei a fazer por você!
mas tudo o que fiz foi jogado na lembrança do passado,
e desprezado como se nunca tivesse existido.
mas assim deixo estar, não há nada que seja feito para mudar isso.
tocarei minha vida,
deixando você guardado em meu coração,
numa caixinha a qual eu preferi trancar e jogar a chave no mar da saudade.

terça-feira, 22 de junho de 2010

resistência zero.


é uma vontade banhada de um sentimento ímpar,
um abraço apertado,
coração acelerado,
uma boa conversa,
palavras que me deixam acanhada,
seu olhar me lê corpo adentro...
gosto de tê-lo por perto,
de lhe dar cafuné...
adoro a saudade que eu sinto,
das borboletas que voam em minhas entranhas quando lembro de seu olhar.
cheguei ao ápice de minha resistência,
aconteceu por acaso,
mas o que fazer?
se eu cedi, e deixei acontecer.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

um pedido, um desespero.


não aguento mais toda essa pressão,
essa proibição.
quero minha liberdade,

minha diversão.


me arranca esse tédio,
leva-me com você.

preciso ter meu sossego,

longe desse lugar,
que não me deixam ver o anoitecer.

sábado, 5 de junho de 2010

sonho psicodélico



em par com o arco-íris,
pulo e deslizo pelas cores!
momentos felizes vêm em meus pensamentos.
desligo-me de tudo, até mesmo de minha sã consciência.
escorrego e chego ao pote de ouro,
deleito-me naqueles chocolates embrulhados em papéis dourados...
após toda psicodelia,
toca o despertador,
e me preparo para mais uma monótona rotina.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

te encontrei.


você trouxe consigo, tudo o que eu sempre quis.
me apaixonei fácil, não me arrependo deste tal ocorrido.
o vejo todos os dias, ou melhor apenas metade dos dias.
a tua saída, me arranca a paciência, os sentidos!
então, apenas me resta a saudade, uma exacerbação dela.
não te garanto que o meu sentir, seja amor...
mas sim, um adorar supremo!
capaz de matar e morrer por você.

domingo, 3 de janeiro de 2010

banalização do amor















todos se amam ultimamente.

poucos são os que sentem amor verdadeiro,
na maioria das vezes amam, porque é algo bonito de falar à outra pessoa.
pois na realidade nada sentem,
quase sempre, é só uma breve atração.
o amor está sendo banalizado hoje em dia...
será que ninguém percebe o tal erro feito?
de que serve omitir um sentimento tão belo?
algo que antes era o mais desejado,
hoje é o mais desperdiçado,
apesar de nunca ter sido decifrado.