domingo, 7 de agosto de 2011

Ociosidade.


Corro do silêncio, pra não me encontrar, pra não te sentir.
A tua face, que outrora foi o motivo dos meus sorrisos mais sinceros e dos meus olhos mais apaixonados, hoje é o que me enfraquece, me deixa sem forças para seguir em frente.
Um sentimento intenso, que me abalou por inteira, deixando apenas resquícios de uma solidão acompanhada, beijos sem amor, saudade não saciada, e de lutas sem recompensa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

nosso estranho desamor.

e eu?
que fiz tudo por você,
que te perdoei quando eu mais queria te esquecer.
que te amei, e te amo desde o primeiro sorriso.
que estive sempre presente em sua vida.
e você?
que nada fez por nós,
que não valorizou nenhuma atitude minha,
que mentia para mim desde a primeira conversa.
que repentinamente some da minha vida, sem deixar vestígios.
deixando em mim, apenas uma infinidade de saudade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Antigo, belo amor.


















um sentimento que me acompanha desde a nossa 7ª série.
eram cartas, bilhetinhos, textos imensos em seus cadernos, desenhos...
pena que só fomos desfrutar de tal sentir, no final da 8ª série.
foi o beijo mais esperado da minha pré-adolescência!
mas como num passe de mágica, nos dispersamos.
de um modo tão brusco, que me fez mal, muito mal.
certas atitudes de ambos, prejudicaram tudo o que conseguimos superar e conquistar.
fazendo assim, com que a distância tomasse de conta de nossos sentimentos.
sempre que tínhamos oportunidade, tentávamos colocar nossa história em pratos limpos, mas acabava em discussão.
dois anos se passaram, e continuávamos com essa discórdia.
e quando eu menos tinha esperança de que isso pudesse acontecer;
você veio até minha casa.
por alguns momentos até pensei que você faria da mesma forma das outras vezes;
em que você dizia que vinha, e não vinha.
mas dizem que milagres acontecem, sua vinda foi uma prova disso.
quando olho para o portão, e te vejo, lembro de tudo o que a gente já passou nesse meio tempo.
você entra, e aquele abraço apertado me alivia um pouco a falta que você fazia.
uma tarde de inúmeros assuntos, algumas pequenas discussões, mas nada que pudesse interferir em algo.
chega a hora de você ir,
algo ficou mal entendido,
mas rapidamente foi explicado.
você entra novamente, e me beija.
[...]
algumas palavras de saudades,
outros beijos.
e um tchau, com um ar de incerteza do amanhã.

Meu eu em você.



















eu não vejo, eu adimiro.

eu não respiro, eu suspiro.
eu não vivo, eu sinto.
eu não falo, eu declamo.
eu não gosto, eu amo.
eu amo, eu te amo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ressaca.


tomei um porre de paixão, com petiscos de amor.
adorava o ópio que tal bebida me causava,
era uma sensação de não ter problemas,
e de ter meus pensamentos ligados à uma só pessoa.

mas um dia exagerei, bebi mais do que o normal,
acabei vomitando palavras de desamor,
que te fizeram chorar,
e te encheram de ódio.

assim deixei estar, você com seu ódio.
e eu com minha constante ressaca.

sexo não-frágil.


enquanto vocês, homens,
acham que eu estou apaixonada,
enganados estão...
estou brincando com os seus humildes corações.

tenho instinto vingativo,
pago na mesma moeda.
vocês que antes me iludiram,
vão sofrer com esta merda.

faço você se apegar,
te uso, enjôo da sua presença,
e te jogo fora.
pouco me importarei com sua carência.

sejam bem-vindos ao meu jogo de amor.
corações partidos irão rolar,
e minha gargalhada em suas cabeças virá a entonar.