terça-feira, 5 de julho de 2016

Mulher da (própria) vida




Meu corpo é meu templo
Dele eu faço o que quiser

Tiro seus enfeites
Arranco as vestes

Exibo para o mundo
Sem vínculo profundo

Gosto da nudez
Sem timidez

Gosto da liberdade
Ela é a minha cidade

Nela eu posso ir e vir
Despir, engolir, fluir!

Sou a mulher da minha vida
Intensa, narcisa, incontida!

E você não tem nada a ver com isso!
Tome sumiço!

Engula seus julgamentos!
Engasgue-se com seus xingamentos!

Sua opinião é chula
Possui a gula de uma mula

Ponha-se daqui pra fora
Pois já está na hora!

Não retorne para cá
Apenas vá!

Adeus...
ADEUS!

Aprendizados.




Aprendi a gostar
Gostar sem apegar
Gostar sem apaixonar

Aprendi a dar
Dar sem amar
Dar por desejar

Aprendi a dar
por gozar
e gostar